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segunda-feira, 25 de abril de 2011

Discurso do ex Presidente da República Ramalho Eanes no Palácio de Belém, por ocasião das comemorações do dia 25 de Abril

O Ex Presidente da República Ramalho Eanes discursa no dia 25 de Abril em Belém, a convite do actual Presidente da República Cavaco Silva. 

O antigo Presidente da República Ramalho Eanes, discursou hoje no Palácio de Belém, por ocasião da celebração do dia 25 de Abril, a convite do actual Presidente da República, Cavaco Silva, que convidou também os ex Presidentes da República Jorge Sampaio e Mário Soares.

Relatamos de seguida um resumo do essencial que retivemos do Discurso do antigo Presidente da República, Ramalho Eanes.

Ramalho Eanes
- Regressaram os medos e a fome.
- É preciso Reflectir sobre o passado histórico e a realidade actual. Abril pode contribuir para ultrapassar a crise.
 (THE BESTS: Abril pode talvez servir de inspiração para todos nós. A partir de uma situação desfavorável à partida,  foi possível reverter a situação).
- A crise financeira teve efeitos em Portugal. A crise confirma que os bloqueios do passado não foram ultrapassados e os desafios não foram vencidos.
- O Poder político e a sociedade civil têm culpas na crise. Houve muito alertas de que se estaria a desenhar o actual cenário de crise.  
- Os responsáveis na primeira linha são os políticos que não souberam portanto ler os sinais da crise e tomar as devidas medidas para evitar essa crise.
- Os responsáveis da segunda linha foram os cidadãos. Os portugueses não responderam bem à sua responsabilidade social.
- O endividamento das famílias, muitas vezes não foi para satisfazer necessidades mas sim desejos das famílias.
- Porém, também se fez muita coisa de positiva no País e há que dar mérito aos governos anteriores. Houve melhorias no rendimento da vida colectiva e nos padrões de consumo. Integraram-se os cidadãos que regressaram das antigas colónias. Houve Crescimento nos campos económico, social e político. Aumentou muito a educação e a formação.
- Houve muitos obstáculos a acção do governo: Uma certa passividade, Constituição da República espartilhada. A falta de governos de maioria dificultou a acção dos executivos. Há um decréscimo de natalidade e envelhecimento da população. Governos não conseguiram supoerar isto.
- Houve avanços no aspecto social, económico e cultural desde o 25 de Abril.
- Não conseguimos encontrar respostas económicas, políticas e financeira para responder à crise financeira internacional do ano de 2008.
- A crise está em Portugal e em Portugal vai permanecer e os portugueses vai castigar. Há que encontrar nela oportunidades para que colectivamente ultrapassarmos esta crise.
- Quais as consequências que a entrada do FMI vai ter? R: Falta ver como a crise vai afectar o padrão do comportamento.
- Neste caso, quais as atitudes a ter? R: Maior responsabilidade social e dar uma resposta eficaz. Há que reconstruir um rumo. É preciso coragem, trabalho e sacrifício conjunto, para ultrapassar problemas económicos, políticos financeiros e sociais.
- É preciso fazer uma campanha eleitoral que respeite os portugueses, com verdade, com um mínimo de clivagens e com o mínimo de demagogia.
- Crise não implica necessariamente decadência, mas deslocação de um rumo negativo, para um rumo melhor.
- Cabe-nos a nós vencer o desafio ou sucumbir por falta de vontade e empenho.
- Portugal enfrenta um desafio que é grande e complexo , mas pode ser vencido, pois como disse Miguel Torga, somos nós que fazemos o destino.
Filipa Bragança e
Catarina Teixeira
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