Bem vindos

Missão

Tentar destacar os melhores (ou os piores), nas diferentes temáticas, criando um espaço de livre debate.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Desvantagens de Portugal Sair do Euro

Consequências de uma Possível saida de Portugal da Zona Euro

O que acontece se Portugal sair do Euro?

Será que existem Desvantagens se Portugal sair do Euro?

Quais são as desvantagens de Portugal abandonar a Moeda Única?

Enumeramos em seguida as desvantagens decorrentes de uma possível saída de Portugal da Zona Euro:

1- Uma saida de Portugal da Moeda Única, terá em princípio, logo como primeira consequência, uma desvalorização da nova moeda Nacional, por exemplo, regresso ao Escudo;

2 - Agravamento do Pagamento de taxas e custos câmbiais nas trocas comerciais com a Zona Euro;

3 - Tendência para aumento da taxa de inflação, pelo menos numa fase inicial, sobretudo devido à inevitável importação de energias diversas, incluindo petróleo e seus derivados, mas também de outros produtos importados, tais como, vestuário e calçado, alimentos, automóveis, tecnologias diversas, matérias primas, etc.
O preço da gasolina e do Gasóleo iriam aumentar na razão inversa da desvalorização do escudo (ex.: se o escudo desvaloriza 30%, o preço dos combustíveis tenderá a aumentar 30% em Portugal).

4 - Desvalorização do valor real dos salários e perda de poder de compra por efeito da desvalorização da nova moeda relativamente ao Euro e consequente aumento da taxa de inflação;

5 - Desvalorização do valor dos depósitos bancários, proporcional à desvalorição da nova moeda (Escudo) face ao Euro, caso a conversão de Euros em Escudos seja feita antes da desvalorização do Escudo face ao Euro, mantendo a relação de paridade de 1 Euro = 200,482 Escudos. Supondo que o Escudo sofre uma desvalorização de 30% face ao Euro, a nova relação de paridade será de 1 Euro = 260, 63 Escudos. Contudo, se o depositante em vez de receber 260,63 Escudos por cada Euro depositado apenas receber os atuais 200,482 Escudos, significa que terá uma perda real de 30% no valor do seu depósito; 

6 - Pânico na Banca motivado pela corrida aos bancos para levantamento dos depósitos bancários em Euros;

7 - Acentuado agravamento do valor da dívida a pagar à Troika e a outros países credores de Portugal, já que a desvalorição da moeda nacional para um valor inferior ao do euro, fará aumentar o valor da dívida pública portuguesa perante os credores internacionais, na mesma proporção;

- Aumento do valor da dívida a pagar pela Banca aos seus credores internacionais. Por este motivo, a Banca terá tendência a aumentar a taxa de juro na concessão de crédito a particulares e empresas;

9 - No que respeita aos empréstimos à habitação e ao crédito pessoal feitos em euros, imaginando um cenário em que Portugal voltasse de novo ao escudo, sendo o Banco de Portugal (e outras entidades competentes) uma pessoa de bem, em princípio, para efeito de cálculo do valor em dívida em todos os empréstimos anteriores à recoconversão do euro para escudo, a paridade entre as duas moedas seria feita com base na relação de 1 euro = a 200,482 escudos, já que era esta a relação de paridade que existia na altura em que o escudo foi convertido em euros.

Porém, em relação a esta delicada matéria que respeita aos empréstimos bancários celebrados no período de vigência do Euro, se o Banco de Portugal e outras entidades competentes não forem pessoas  de bem e se não respeitarem os compromissos assumidos pelos Portugueses no período em que vigorou o Euro, poderá ser estabelecida nos referidos empréstimos bancários uma paridade que não respeite a relação de 1 Euro = 200, 482 Escudos, o que seria um assalto descarado ao bolso de todos os Portugueses.

Imagine o leitor que para efeito de cálculo do valor em dívida relativo aos empréstimos celebrados no período de vigência do euro, era adoptada pelo Banco de Portugal uma paridade de 1 euro = 260, 63 escudos. Isto significaria que o seu empréstimo de por exemplo 100 000 euros, com o valor correspondente de 20 mil e 48,2 contos (20 048 200 escudos) na relação de paridade de 1 euro = 200, 482 escudos, iria agora sofrer um agravamento de 30%, passando o caro leitor a dever ao banco 26 mil e 62,7 contos, em vez de os anteriores 20 mil e 48,2 contos.

Conclusão THE BESTS:
Se não existisse o elevado endividamento de Portugal face à Troika e a outros países credores que compraram dívida pública portuguesa com a contrapartida de pagamento de juros altíssimos, se o custo dos combustíveis e de outros produtos importados não aumentasse brutalmente, e se o Banco de Portugal mantivesse a paridade de 1 euro = 200,482 escudos em todos os empréstimos celebrados no periodo de vigência do Euro, a saída de Portugal da Zona Euro iria trazer vantagens a médio e longo prazo, por todas as razões apontadas nas vantagens do "cenário A" da "Publicação THE BESTS: Vantagens e Desvantagens de Portugal Sair do Euro"

Porém, a provável desvalorização da nova moeda nacional, aliada ao proporcional aumento do custo dos produtos importados, bem como a incerteza sobre a relação de paridade da nova moeda face ao Euro, em relação aos empréstimos bancários celebrados no período de vigência do euro, bem como a elevada dívida externa e os respectivos juros que Portugal tem de pagar tanto à Troika como a outros países credores, afastam logo à partida uma possível vantagem decorrente de um eventual cenário de saída de Portugal da Zona Euro, para posterior desvalorização da moeda nacional.
Publicação THE BESTS relacionada: Vantagens e Desvantagens de Portugal sair do Euro
Enviar um comentário