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sexta-feira, 15 de julho de 2011

Resultados dos Exames Nacionais do 12º Ano pioram a Português e a Matemática

Primeira Fase dos Exames Nacionais do 12º ano de Escolaridade apresenta maus resultados nas disciplinas nucleares de Matemática e de Português.

Após a realização dos Exames Nacionais, a Taxa de Reprovação dos alunos nas disciplinas de Português e Matemática, quase duplicou na disciplina Português, passando de 6% em 2010, para 10% em 2011.
Por sua vez a Taxa de Reprovação  na Disciplina de Matemática subiu de 12% em 2010, para 20% em 2011.
De acordo com notícia divulgada em rtp.pt, a média total que inclui alunos internos (alunos que frequentaram a disciplina durante todo o ano lectivo) mais alunos externos (alunos que não se encontravam matrículados na disciplina e não frequentaram, ou então que anularam a matrícula na disciplina), no exame nacional na disciplina de Português, foi a pior dos últimos 14 anos, situando-se nos 8,9 valores.

A média a Português, só ao nível dos alunos internos (alunos matrículados e que frequentaram a disciplina no ano anterior) foi de 9,6 valores, contra os 11 valores do ano lectivo anterior. 

Por sua vez a Matemática A, a média total (alunos internos mais externos), foi de 9,2 valores. A média ao nível somente dos alunos internos que realizaram exame, situou-se nos 10,6 valores, contra os 12,2 do ano passado.

Quanto à média total, "Sete das 24 disciplinas sujeitas aos exames nacionais do secundário ficaram com uma média negativa, com Matemática A a baixar a média para os 9,2 valores. Do lado oposto da tabela está a Física e Química A em que a média entre os alunos internos a passar dos 8,5 valores para 10,5 valores."

Explicação THE BESTS para a descida dos resultados nos exames nacionais:
a) No ano de 2010 houve alguma redução no grau de dificuldade exigido nos exames nacionais, ao nível da generalidade das disciplinas, incluindo a Português e a Matemática. Se no presente ano o grau de dificuldade voltou a subir ligeiramente, a tendência é de que exista uma equivalente descida nos resultados dos exames nacionais;

b) A crise e todas as dificuldades e problemas que daí decorrem para famílias, gera mal estar e até mesmo por vezes destruturação e desequilíbrios no seio de muitas famílias, o que se repercute negativamente na concentração e desempenho dos alunos. 

É ainda de sublinhar que no futuro próximo, com o aumento da esclaridade obrigatória para os 18 anos de idade, existirá uma tendência natural para o acentuar  de uma descida nos resultados dos exames nacionais do 12º ano de escolaridade.
Por um lado, como já foi referido, famílias que sentem fortemente os efeitos da crise económica, financeira e social, com um consequente prejuízo ao nível do acompanhamento escolar dos seus educandos, constituem naturalmente um factor gerador de uma queda nos resultados dos exames nacionais. Por outro lado, alunos desmotivados e que vivem graves problemas no seio das famílias, sendo obrigados a frequentar o ensino até aos 18 de idade, em muitas situações, quando presentes a exame, pela falta de empenho e pelo facto de frequentarem o sistema de ensino de uma forma contrariada e apenas porque é uma obrigação legal, limitam-se a assinar a prova de exame e pouco mais. 

Deste modo, atendendo à referida conjugação de factores, adivinha-se uma descida ainda mais acentuada nos resultados dos exames nacionais nos próximos anos, a não ser que o Ministério da Educação volte a entrar em facilitismos e baixe significativamente o grau de dificuldade, o que é de todo desaconselhável! Há que encarar as situações com realismo e não tentar camuflar.
Aumentaram as reprovações nos exames nacionais
Fonte: rtp.pt  
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