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terça-feira, 13 de novembro de 2012

Banco de Portugal prevê para 2012 uma queda de 5,8% no consumo interno privado e 3,6% para 2013!

Implosão da Economia Nacional em Marcha - Atualização em 13 de Novembro de 2012
 
Segundo notícia divulgada em rtp.pt, "(...) Nas previsões de Verão, divulgadas a 10 de julho, a instituição liderada por Carlos Costa previa que a procura interna, em 2013, registasse uma queda de 1,4 por cento. No entanto, o banco central antecipa agora uma queda de 4,5 por cento.
“Para este resultado contribui uma revisão em baixa das perspetivas para o consumo privado, com a expectativa que as famílias se contraiam ainda mais no próximo ano que o anteriormente esperado, depois de uma queda muito pronunciada já este ano”, acrescenta o Boletim Económico de Outono.
As previsões, hoje divulgadas, apontam para uma queda no consumo privado de 5,8 por cento em 2012 (em julho a previsão era de 5,6 por cento). Mas em 2013 a queda será de 3,6 por cento (em julho era de 1,3 por cento).
Uma queda que Banco de Portugal (BDP) atribui às medidas de austeridade, ao medo do desemprego e da queda do rendimento que levam, por precaução, ao aumento das poupanças. (...)"

Segundo a análise do THE BESTS, se o consumo interno privado em 2012 vai cair 5,8%, em 2013 irá cair não apenas 3,6 % como prevê o Banco de Portugal, mas a queda deverá rondar no minímo os 5%, uma vez que a quebra do poder de compra que em 2012 atingiu fundamentalmente os funcionários públicos e pensionistas, em 2013 continuará a afetar esta população na mesma proporção, mas será ainda extensível ao setor privado com a forte subida do IRS que vai abranger todos os contribuintes, bem como a sobretaxa de 4% neste mesmo imposto! Há ainda a sublinhar o aumento de falência de empresas e do desemprego em Portugal para 2013, o que terá igualmente um impacto muito negativo na procura interna, bem como a proporcional redução do PIB e da receita fiscal.

Concluindo, se se mantiveram as atuais inexequíveis medidas de austeridade em Portugal,  a redução do poder de compra das famílias e a queda do consumo interno vão acentuar-se ainda mais, tal como a falência de empresas e o desemprego! Ao mesmo tempo, o défice das contas públicas irá também agravar-se e a dívida pública vai aumentar! Esta espiral recessiva só terá fim quando se inverterem as atuais políticas de austeridade irresponsável e inexequível, dando lugar a políticas humanistas, inteligentes, equilibradas, sesatas e exequíveis. Possivelmente, para que tal mudança tenha lugar, terão que mudar também as pessoas!
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