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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Entrevista a Pedro Passos Coelho na RTP 1 Conduzida por Vitor Gonçalves e Sandra Sousa

4 de Maio de 2011

Pedro Passos Coelho  foi esta noite entrevistado, no Canal de TV RTP 1 por Vítor Gonçalves e Sandra Sousa.

Resumimos o essencial do que retivemos das palavras proferidas por Pedros passos Coelh,o em entrevista conduzida por Vitor Gonçalves e Sandra Sousa, na noite de hoje, ao Canal de TV da RTP 1.

Entrevista com Pedro Passos Coelho
  • "O acordo de resgate, é um acordo que vai implicar um empréstimo de 78 mil milhões de euros que é o resultado, do endividamento de Portugal, nos últimos 6 anos, de Governo Sócrates."
  • "Portugal precisa deste acordo que resulta de um pedido de ajuda que foi tardio."
  • "Portugal está numa situação de penúria e por isso, precisa deste acordo porque, como disse o actual Ministro das Finanças, a partir de Maio, Portugal não tem dinheiro para pagar os compromissos."
  • "O 1º Ministro é que veio ameaçar que Portugal podia não receber o 13º mês se o PEC IV fosse chumbado e se tivéssemos que recorrer à ajuda externa."
  • "A minha opinião, sobre este acordo, é que me parece um acordo que à partida tem mais condições de sucesso do que aquele que foi feito com a Grécia e com a Irlanda e isto porque, houve a preocupação de garantir o crescimento da economia portuguesa, mesmo com o acordo com a Troika."
  • "Para 2011, com este acordo, 100% das necessidades financeiras de Portugal estão satisfeitas. Contudo, em 2012 a satisfação dessas necessidades financeiras será apenas de 80% e em 2013 de 40%, o que significa que Portugal vai ter que ganhar gradualmente autonomia."
  • "Felizmente, o acordo não tem as medidas mais drásticas que estavam no PEC IV, como o congelamento de pensões e reformas mais baixas."
  • "Na área da exportação, as empresas vão poder baixar a Taxa Social Única (TSU) e aumentar as exportações."
  • "PSD chumbou o PEC IV porque, este, era irrealista e o País precisa desesperadamente de dinheiro."
  • "O PSD viabilizou o orçamento ao PS e deixou passar o 1º PEC para que PS não se pudesse queixar de não poder governar."
  • "O PSD não está a fazer um cálculo eleitoral, mas a fazer o que é preciso para o País."
  • "Acredito que PSD vai ter uma maioria absoluta e é indispensável."
  • "Respeito, sempre, a decisão dos portugueses e se alguma coisa não correr bem nas eleições, é porque eu não estive à altura do eleitorado, mas eu quero estar."
  • "O PS teve entendimentos com o PSD, mas o que aconteceu é que o Governo não cumpriu com o PSD e não cumpriu com a União Europeia."
  • "PS Omite situação verdadeira do País e cria desconfiança."
Se PSD vencer sem maioria? 
  • "Não vou responder a essa questão porque essa questão é para os portugueses."
  • "O próximo Governo deve ter uma maioria absoluta do PSD e deve ter uma estratégia nacional."
  • "Não quero ser 1º ministro a qualquer preço, mas ninguém mais do que eu quer vencer esta eleições para inverter a actual situação nacional de desemprego e de toda a crise."
  • "Esta é a ultima oportunidade que o País tem para inverter a situação."
  • "Espero que o Estado português esteja a fornecer toda a informação."
  • "Foi importante que o Governo fizesse a monotorização das parcerias público/ privadas, mas esses resultados não apareceram. Um dos responsáveis por esse trabalho até se demitiu porque segundo ele, tinha dificuldade em obter toda a informação."
  • "O PSD vai apresentar o seu programa de governo neste domingo."
  • "Se não fizermos uma reforma da segurança social, chegamos a uma situação de insustentabilidade, tanto em Portugal, como na Europa toda."
  • "O PSD mantém a vontade de privatizar parcialmente a CGD e isso faz parte do nosso memorando de entendimento. Privatizar a área da saúde, a área seguradora e participações industriais que a CGD tem noutros grupos empresarias. A CGD deve privatizar o que não é sua missão principal. Esse valor que resulta deve servir para reforçar capital da CGD para auxilio às Pequenas e médias empresas."
  • "Para o PSD pôr a economia a crescer, o Estado não pode desviar tantos recursos financeiros como faz actualmente. Por este motivo, deve haver privatização de empresas do estado e medidas de austeridade nas empresas do Estado."
  • "O Estado não pode gastar tanto dinheiro."
  • "Reformar a regulação em Portugal e reforçar a concorrência."
  • "Apostar mais na reforma do arrendamento e flexibilizar mais o mercado de trabalho, mas não liberalizar os despedimentos. Por exemplo, podemos estudar o exemplo de Espanha."
  • "Portugal não pode continuar a ter 700 mil desempregados. Os empregadores têm medo de contratar e por isso aposta-se na precariedade do trabalho para jovens e abundam recibos verdes."
  • "Eu combinei com o 1º Ministro e por isso eu não revelei que estive reunido com o 1º Ministro antes da negociação do PEC IV em Bruxelas. Ele deu-me essa informação, mas não houve processo negocial. No entanto Governo violou o acordo de sigilo e revelou que houve o encontro."
  • O Governo que pretendo constituir não é uma extensão da minha Comissão Política Nacional.
  • "Manuela Ferreira Leite e Marques Mendes não aceitaram integrar as Listas do PSD e eu aceito, mas era minha obrigação perguntar se queriam integrar as listas. As pessoas responderam que não estavam disponíveis."
  • "O Governo PS considerou sempre que quem ganhe mais de €1000 mês é uma pessoa rica.
  •  Eu espero que os Portugueses me conheçam. Eu abandonei a minha actividade política há uns anos, fui tratar da minha formação académica, Trabalhei no Sector Empresarial, dei aulas no ensino superior, mas eu regressei à política."

Catarina Teixeira
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