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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Belmiro de Azevedo em Entrevista à RTP 1 Fala Sobre a Crise Política, Económica e Financeira em Portugal

Belmiro de Azevedo é o Presidente do Grupo Privado Português que é o maior empregador nacional. Em Portugal o Grupo Sonae emprega 40 mil pessoas. A empregar mais do que Belmiro de Azevedo, só mesmo o Estado Português.
Transcrevemos as passagens mais relevantes da Entrevista de hoje na RTP1, conduzida por Fátima Campos Ferreira a Belmiro de Azevedo, Presidente do Grupo SONAE.
Belmiro de Azevedo (BA): Não confio no cidadão José Sócrates. Sócrates não é competente!
BA: Relativamente à questão de Passos Coelho ser ou não competente para formar Governo, acima de tudo, depende da equipa de Ministros que fazem parte do Governo, sobretudo Finanças, Obras Públicas e Defesa. Estes são Ministros fundamentais em qualquer Governo e terão que ser muito bons!

BA: Os representantes do FMI em Portugal sabem bem o que fazer porque são competentes!

BA: Os Partidos Políticos Portugueses devem entender-se e devem deixar trabalhar o FMI, ou seja, devem deixar trabalhar quem sabe.
BA: A maior parte das pessoas competentes não tem currículo partidário.
BA: Tem que haver investimento para relançar Portugal e a Economia Nacional. É preciso investir e criar emprego. Por exemplo, há que apostar forte na Agricultura e floresta porque Portugal tem aqui excelentes recursos naturais. O custo do investimento neste sector é muito reduzido e a matéria prima necessária, praticamente é só a luz do sol. Trata-se de um sector em que o investimento é baixo e o retorno é muito elevado, já que se criam muitos postos de trabalho. Mais postos de trabalho significa menor desemprego e maior produtividade.
BA: Neste momento Portugal importa do estrangeiro cerca de 50% da carne que é consumida no País e poderíamos ser auto-suficientes. Por vezes também importamos leite.
BA: Quanto a privatizações, o Estado pode privatizar tudo com excepção da Caixa Geral de Depósitos que tem a sua importância e valor estratégico e simbólico. Pode privatizar o restante mas não deve interferir directamente na gestão como accionista. O papel do Estado é criar legislação e legislar bem. Basta ao Estado cumprir esta sua função com competência e todos ficamos a ganhar.
BA: Grupo Sonae está interessado em continuar a investir nos Sectores em que tradicionalmente já ocupa uma posição de destaque e onde já tem competências. Neste momento o Grupo está a investir menos, mas continua a investir. Em tempos o Grupo Sonae já investiu 1000 milhões de Euros por ano, mas neste momento a capacidade de financiamento é mais reduzida, porque os Bancos Estrangeiros não financiam e os Bancos nacionais têm pouco dinheiro porque recentemente emprestaram muito ao Estado Português.
BA: O Estado apesar de ter reduzido o número de funcionários para 500 mil, ainda deve ter muita gente sem fazer nada, porque a tecnologia e sistemas de informação vieram reduzir as necessidades de mão de obra.
BA: O Grupo Sonae poderia absorver muita da mão de obra excedente no Estado, caso os funcionários pudessem usufruir de um salário ao nível do valor que o mercado pode pagar.
BA: O preço do produto final está mais baixo, mas o preço das matérias primas, como por exemplo a farinha, está mais elevado, por causa do aumento da procura da China e de outras economias emergentes. A População Mundial está a aumentar, o que também provoca um aumento na procura de matérias primas.
BA: Quanto á entrada do FMI, os partidos políticos vão ter de se entender. O novo Governo terá que ter capacidade de movimentos para negociar com o FMI.
BA: Sou a favor da moeda única e a moeda única trouxe muitos benefícios a Portugal. Não podemos sair do Euro. Hoje os jovens Portugueses estão mais bem formados e existe a mobilidade deles é muito maior. Vantagens que decorrem da adesão de Portugal à Moeda Única (Euro).
Filipa Bragança
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