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quinta-feira, 23 de junho de 2016

Comprar ações do BCP ou Vender ações do BCP? - Quais as causas que provocaram a queda das ações do BCP e a baixa cotação das mesmas? - Reverse Stock Split do BCP - Cotação das ações do BCP no fecho da sessão de hoje

Comprar ações do Millennium BCP vs Vender ações do Millennium BCP

Causas para a queda das ações do Millennium BCP e baixa cotação das mesmas 

Aprovação do "Reverse Stock Split" em Assembleia Geral de Acionistas do Banco Comercial Português (Millennium BCP)

Compra de ações BCP - sim ou não?

Como é do conhecimento público, as ações do Banco Comercial Português (Millennium BCP), como consequência das enormes perdas que têm sofrido ultimamente, encontram-se presentemente com um valor de cotação de mercado baixíssimo, situando-se nos 0,019 euros por acção no fecho de mercado da sessão na passada sexta feira, dia 17 de Junho.
Perante um valor tão baixo na cotação das ações do maior e principal Banco Privado de Portugal (Banco Millennium BCP), é caso para se perguntar quais os motivos  que estarão na origem de tão grandes perdas e, consequentemente, de um valor de cotação tão baixo para as ações do Millennium BCP que em outros tempos já cotaram acima de 4 euros por ação, mas que presentemente não atingem sequer a cotação de 2 cêntimos por ação?
As razões poderão ser diversas, tais como por exemplo, a possível necessidade de se proceder a um aumento de capital do Banco Millennium BCP para entrar no capital do Novo Banco! Contudo, segundo notícia publicada  no dia 7 de Junho de 2016 em http://economico.sapo.pt/noticias/amado-bcp-afasta-aumento-de-capital-para-comprar-novo-banco_251489.html, Nuno Amado, CEO do BCP, em entrevista à Reuters disse que "O BCP é super disciplinado e não está a ser equacionada por nós qualquer operação relacionada com o Novo Banco que implique aumentos de capital dos nossos acionistas".

Deste modo, a principal razão que poderá justificar a baixa cotação que atualmente as ações do Millennium BCP apresentam, poderá estar ligada à decisão tomada na Assembleia Geral do Banco no passado dia 21 de Abril de 2016. De acordo com notícia publicada no dia 26 de Abril de 2016 em http://economico.sapo.pt/noticias/no-futuro-1500-accoes-darao-direito-a-20-accoes-bcp_248008.html, em Assembleia Geral de acionistas do Millennium BCP realizada em 21 de Abril, foi aprovada uma operação de “Reverse Stock Split” que na prática irá manter o valor do Capital Social do Banco, mas ao mesmo tempo irá reduzir o número de ações, numa proporção em que cada conjunto de 75 ações se converterá numa única ação. Ou seja, para um accionista que atualmente possua 7500 acções do Millennium BCP, após a dita operação de “Reverse Stock Split", passará a deter apenas 100 ações!

O que é um “Stock Split”?
R: Um “Stock Split” consiste no aumento do número de ações de uma empresa, sem que no entanto seja alterado o valor do Capital Social da empresa. Por exemplo, num split 2-1, os acionistas da empresa recebem uma nova ação, por cada uma detida.

O que é um “Reverse Stock Split”?
R: Um “Reverse Stock Split” é o contrário do “Stock Split”, ou seja, consiste na redução do número de ações de uma empresa, mantendo no entanto o valor do Capital Social da empresa. Por exemplo, num reverse split 1-75, por cada 75 ações do BCP detidas, os acionistas passam a ficar somente com uma ação do BCP.

Apesar da operação de "Reverse Stock Split" ter sido aprovada em Assembleia Geral de acionistas, ainda se desconhece o dia em que a referida operação irá ocorrer, ou se algum dia irá mesmo realizar-se, uma vez que segundo informação publicada no dia 26 de Abril de 2016 em http://economico.sapo.pt/noticias/amado-bcp-afasta-aumento-de-capital-para-comprar-novo-banco_251489.html, “(...) a lei regula o “stock-split” mas não regula explicitamente todos os pontos de um “reverse stock-split”, criando alguma incerteza jurídica. O problema coloca-se nos acertos. A legislação ainda não está aprovada. Nuno Amado espera que esteja muito em breve e admitiu que "há muito tempo que há conversas com o regulador nesse sentido". A lei terá de ser mudada no Código de Valores Mobiliários, para regulamentar o 'reverse stock-split' em empresas cujas ações não tenham valor nominal.
Só se o Código de Valores Mobiliários previr expressamente essa possibilidade é que o BCP usará a autorização que lhe deverá ser concedida em Assembleia de acionistas.”

Conclusão: Se na passada sexta feira, à data de fecho da sessão do dia 17 de Junho de 2016, cada ação do Millennium BCP tinha um valor de mercado de 0,019 euros, após a operação de “Reverse Stock Split” prevista, uma vez que cada conjunto de 75 ações será convertido numa única ação, mantendo a mesma proporção na determinação do novo valor de mercado para cada ação, será normal que a cotação de cada ação deixe de valer no mercado os atuais 0,019 euros, mas que passe a ter um valor de mercado de 1,425 euros, uma vez que 0,019 euros X 75 acções = 1,425 euros.

A dúvida reside no facto de se saber se após a operação de “Reverse Stock Split”, cada ação do BCP que atualmente tem um valor de mercado de 0,019 euros, passará de facto a ter um valor de mercado que no mínimo seja igual ou superior a 1,425 euros? Em nosso entender a grande dúvida reside neste facto e se após a operação de “Reverse Stock Split” cada ação do BCP tiver um valor de mercado inferior a 1,425 euros, significa que todos os acionistas que hoje estão a comprar ações do BCP a um preço de 0,019 euros ou superior, no futuro poderão ter que suportar perdas! Por outro lado, as ações do BCP que hoje forem compradas a um preço unitário de 0,019 euros, serão geradoras de mais valias se após a operação de “Reverse Stock Split”, cada nova ação do BCP passe a ter um valor de cotação de mercado superior a 1,425 euros.
O mercado de ações é imprevísivel e por vezes uma grande incógnita, pelo que, perante os factos apresentados, THE BEST tem uma opinião própria sobre esta matéria, mas cabe a cada um dos leitores e acionistas decidir se será ou não conveniente comprar e/ou vender presentemente ações do Millennium BCP!

Nota: A presente publicação foi elaborada em 17-06-2016, dia em que no encerramento da sessão na Bolsa de Valores de Lisboa a cotação das acões do Millennium BCP se situava nos 0,019 euros. 
No encerramento da sessão de hoje, dia 23-06-2016, a cotação das ações do Millennium BCP situa-se nos 0,020 euros.

terça-feira, 21 de junho de 2016

Comprar acções do BCP ou Vender acções do BCP? - Quais as causas que provocaram a queda das acções do BCP e a baixa cotação das mesmas? - Reverse Stock Split

Comprar acções do Millennium BCP vs Vender acções do Millennium BCP


Causas para a queda das acções do Millennium BCP e baixa cotação das mesmas 

Aprovação do "Reverse Stock Split" em Assembleia Geral de Accionistas do Banco Comercial Português (Millennium BCP)

Compra de ações BCP - sim ou não?

Como é do conhecimento público, as acções do Banco Comercial Português (Millennium BCP), como consequência das enormes perdas que têm sofrido ultimamente, encontram-se presentemente com um valor de cotação de mercado baixíssimo, situando-se nos 0,019 euros por acção, no fecho de mercado da sessão na passada sexta feira, dia 17 de Junho.
Perante um valor tão baixo na cotação das acções do maior e principal Banco Privado de Portugal (Banco Millennium BCP), é caso para se perguntar quais os motivos  que estarão na origem de tão grandes perdas e, consequentemente, de um valor de cotação tão baixo para as acções do Millennium BCP que em outros tempos já cotaram acima de 4 euros por acção, mas que presentemente não atingem sequer a cotação de 2 cêntimos por acção?
As razões poderão ser diversas, tais como por exemplo, a possível necessidade de se proceder a um aumento de capital do Banco Millennium BCP para entrar no capital do Novo Banco! Contudo, segundo notícia publicada  no dia 7 de Junho de 2016 em http://economico.sapo.pt/noticias/amado-bcp-afasta-aumento-de-capital-para-comprar-novo-banco_251489.html, Nuno Amado, CEO do BCP, em entrevista à Reuters disse que "O BCP é super disciplinado e não está a ser equacionada por nós qualquer operação relacionada com o Novo Banco que implique aumentos de capital dos nossos accionistas".

Deste modo, a principal razão que poderá justificar a baixa cotação que atualmente as acções do Millennium BCP apresentam, poderá estar ligada a decisão tomada na Assembleia Geral do Banco no passado dia 21 de Abril de 2016. De acordo com notícia publicada no dia 26 de Abril de 2016 em http://economico.sapo.pt/noticias/no-futuro-1500-accoes-darao-direito-a-20-accoes-bcp_248008.html , em Assembleia Geral de accionistas do Millennium BCP realizada em 21 de Abril, foi aprovada uma operação de “Reverse Stock Split” que na prática irá manter o valor do Capital Social do Banco, mas ao mesmo tempo irá reduzir o número de acções, numa proporção em que cada conjunto de 75 acções se converterá numa única acção. Ou seja, para um accionista que atualmente possua 7500 acções do Millennium BCP, após a dita operação de “Reverse Stock Split", passará a deter apenas 100 acções!

O que é um “Stock Split”?
R: Um “Stock Split” consiste no aumento do número de acções de uma empresa, sem que no entanto seja alterado o valor do Capital Social da empresa. Por exemplo, num split 2-1, os accionistas da empresa recebem uma nova acção, por cada uma detida.

O que é um “Reverse Stock Split”?
R: Um “Reverse Stock Split” é o contrário do “Stock Split”, ou seja, consiste na redução do número de acções de uma empresa, mantendo no entanto o valor do Capital Social da empresa. Por exemplo, num reverse split 1-75, por cada 75 acções do BCP detidas, os accionistas passam a ficar somente com uma acção do BCP.

Apesar da operação de "Reverse Stock Split" ter sido aprovada em Assembleia Geral de accionistas, ainda se desconhece o dia em que a referida operação irá ocorrer, ou se algum dia irá mesmo realizar-se, uma vez que segundo informação publicada no dia 26 de Abril de 2016 em http://economico.sapo.pt/noticias/amado-bcp-afasta-aumento-de-capital-para-comprar-novo-banco_251489.html, “(...) a lei regula o “stock-split” mas não regula explicitamente todos os pontos de um “reverse stock-split”, criando alguma incerteza jurídica. O problema coloca-se nos acertos. A legislação ainda não está aprovada. Nuno Amado espera que esteja muito em breve e admitiu que "há muito tempo que há conversas com o regulador nesse sentido". A lei terá de ser mudada no Código de Valores Mobiliários, para regulamentar o 'reverse stock-split' em empresas cujas acções não tenham valor nominal.
Só se o Código de Valores Mobiliários previr expressamente essa possibilidade é que o BCP usará a autorização que lhe deverá ser concedida em Assembleia de accionistas.”

Conclusão: Se na passada sexta feira, à data de fecho da sessão do dia 17 de Junho de 2016, cada acção do Millennium BCP tinha um valor de mercado de 0,019 euros, após a operação de “Reverse Stock Split” prevista, uma vez que cada conjunto de 75 acções será convertido numa única acção, mantendo a mesma proporção na determinação do novo valor de mercado para cada acção, será normal que a cotação de cada acção deixe de valer no mercado os atuais 0,019 euros, mas que passe a ter um valor de mercado de 1,425 euros, uma vez que 0,019 euros X 75 acções = 1,425 euros.

A dúvida reside no facto de se saber se após a operação de “Reverse Stock Split”, cada acção do BCP que atualmente tem um valor de mercado de 0,019 euros, passará de facto a ter um valor de mercado que no mínimo seja igual ou superior a 1,425 euros? Em nosso entender a grande dúvida reside neste facto e se após a operação de “Reverse Stock Split” cada acção do BCP tiver um valor de mercado inferior a 1,425 euros, significa que todos os accionistas que hoje estão a comprar acções do BCP a um preço de 0,019 euros ou superior, no futuro poderão ter que suportar perdas! Por outro lado, as acções do BCP que hoje forem compradas a um preço unitário de 0,019 euros, serão geradoras de mais valias se após a operação de “Reverse Stock Split”, cada nova acção do BCP passe a ter um valor de cotação de mercado superior a 1,425 euros.
O mercado de acções é imprevísivel e por vezes uma grande incógnita, pelo que, perante os factos apresentados, THE BEST tem uma opinião própria sobre esta matéria, mas cabe a cada um dos leitores e accionistas decidir se será ou não conveniente comprar e/ou vender presentemente acções do Millennium BCP!

Fontes:

domingo, 19 de junho de 2016

7 Princípios/Regras de Ouro: "Aprendizagem, Formação, Decisão, Contenção, Rigor, Disciplina e Conhecimento"

Sete (Estrelas) Princípios/Regras de Ouro: "Aprendizagem, Formação, Decisão, Contenção, Rigor, Disciplina e Conhecimento"


sábado, 18 de junho de 2016

Comprar acções do BCP Millennium vs Vender acções do BCP Millennium - Causas da queda das acções do BCP e baixa cotação das mesmas

Comprar ou vender ações do BCP - Atualização em 11 de janeiro de 2017: http://thebests2010.blogspot.pt/2017/01/acoes-do-millennium-bcp-atingiram-o.html

Causas para a queda das acções do Millennium BCP e baixa cotação das mesmas – Aprovação do "Reverse Stock Split" em Assembleia Geral de Accionistas do Banco Comercial Português (BCP) - Banco Millennium

Comprar ou não acções do Millennium BCP?
Comprar acções do BCP vs Vender acções do BCP


Como é do conhecimento público, as acções do Banco Comercial Português (Millennium BCP), como consequência das enormes perdas que têm sofrido ultimamente, encontram-se presentemente com um valor de cotação de mercado baixíssimo, situando-se nos 0,019 euros por acção, no fecho de mercado da sessão na passada sexta feira, dia 17 de Junho.
Perante um valor tão baixo na cotação das acções do maior e principal Banco Privado de Portugal (Banco Millennium BCP), é caso para se perguntar quais os motivos  que estarão na origem de tão grandes perdas e, consequentemente, de um valor de cotação tão baixo para as acções do Millennium BCP que em outros tempos já cotaram acima de 4 euros por acção, mas que presentemente não atingem sequer a cotação de 2 cêntimos por acção?
As razões poderão ser diversas, tais como por exemplo, a possível necessidade de se proceder a um aumento de capital do Banco Millennium BCP para entar no capital do Novo Banco! Contudo, segundo notícia publicada no dia 7 de Junho de 2016, em http://economico.sapo.pt/noticias/amado-bcp-afasta-aumento-de-capital-para-comprar-novo-banco_251489.html, Nuno Amado, CEO do BCP, em entrevista à Reuters disse que "O BCP é super disciplinado e não está a ser equacionada por nós qualquer operação relacionada com o Novo Banco que implique aumentos de capital dos nossos accionistas".

Deste modo, a principal razão que poderá justificar a baixa cotação que atualmente as acções do Millennium BCP apresentam, poderá estar ligada à decisão tomada na Assembleia Geral do Banco que teve lugar no passado dia 21 de Abril de 2016. De acordo com uma notícia publicada no dia 26 de Abril em http://economico.sapo.pt/noticias/no-futuro-1500-accoes-darao-direito-a-20-accoes-bcp_248008.html, em Assembleia Geral de accionistas do Millennium BCP realizada no dia 21 de Abril, foi aprovada uma operação de “Reverse Stock Split” que na prática irá manter o valor do Capital Social do Banco, mas ao mesmo tempo irá reduzir o número de acções, numa proporção em que cada conjunto de 75 acções se converterá numa única acção. Ou seja, para um accionista que atualmente possua 7500 acções do Millennium BCP, após a dita operação de “Reverse Stock Split", esse mesmo accionista passará a deter apenas 100 acções!

O que é um “Stock Split”?
R: Um “Stock Split” consiste no aumento do número de acções de uma empresa, sem que no entanto seja alterado o valor do Capital Social da empresa. Por exemplo, num split 2-1, os accionistas da empresa recebem uma nova acção, por cada uma detida.

O que é um “Reverse Stock Split”?
R: Um “Reverse Stock Split” é o contrário do “Stock Split”, ou seja, consiste na redução do número de acções de uma empresa, mantendo no entanto o valor do Capital Social da empresa. Por exemplo, num reverse split 1-75, por cada 75 acções do BCP detidas, os accionistas passam a ficar somente com uma acção do BCP.

Apesar da operação de "Reverse Stock Split" ter sido aprovada em Assembleia Geral de accionistas, ainda se desconhece o dia em que a referida operação irá ocorrer, ou se algum dia irá mesmo realizar-se, uma vez que segundo informação publicada no dia 26 de Abril de 2016 em http://economico.sapo.pt/noticias/amado-bcp-afasta-aumento-de-capital-para-comprar-novo-banco_251489.html, pode ler-se:
 “(...) a lei regula o “stock-split” mas não regula explicitamente todos os pontos de um “reverse stock-split”, criando alguma incerteza jurídica. O problema coloca-se nos acertos. A legislação ainda não está aprovada. Nuno Amado espera que esteja muito em breve e admitiu que "há muito tempo que há conversas com o regulador nesse sentido". A lei terá de ser mudada no Código de Valores Mobiliários, para regulamentar o 'reverse stock-split' em empresas cujas acções não tenham valor nominal.
Só se o Código de Valores Mobiliários previr expressamente essa possibilidade é que o BCP usará a autorização que lhe deverá ser concedida em Assembleia de accionistas.”

Conclusão: Se atualmente, à data de fecho da sessão do dia 17 de Junho de 2016, cada acção do Millennium BCP tem um valor de mercado de 0,019 euros, após a operação de “Reverse Stock Split” prevista, uma vez que cada conjunto de 75 acções será convertido numa única acção, mantendo a mesma proporção na determinação do novo valor de mercado para cada acção, será normal que a cotação de cada acção deixe de valer no mercado os atuais 0,019 euros, mas que passe a ter um valor de mercado de 1,425 euros, uma vez que 0,019 euros X 75 acções = 1,425 euros.

A dúvida reside no facto de se saber se após a operação de “Reverse Stock Split”, cada acção do BCP que atualmente tem um valor de mercado de 0,019 euros, passará de facto a ter um valor de mercado que no mínimo seja igual ou superior a 1,425 euros? Em nosso entender a grande dúvida reside neste facto e se após a operação de “Reverse Stock Split” cada acção do BCP tiver um valor de mercado inferior a 1,425 euros, significa que todos os accionistas que hoje estão a comprar acções do BCP a um preço de 0,019 euros ou superior, no futuro poderão ter que suportar perdas! Por outro lado, as acções do BCP que hoje forem compradas a um preço unitário de 0,019 euros, serão geradoras de mais valias se após a operação de “Reverse Stock Split”, cada nova acção do BCP passe a ter um valor de cotação de mercado superior a 1,425 euros.
O mercado de acções é imprevísivel e por vezes uma grande incógnita, pelo que, perante os factos apresentados, THE BESTS tem uma opinião própria sobre esta matéria, mas cabe a cada um dos leitores e accionistas decidir se será ou não conveniente comprar e/ou vender presentemente acções do Millennium BCP!

Fontes:
http://economico.sapo.pt/noticias/no-futuro-1500-accoes-darao-direito-a-20-accoes-bcp_248008.html

http://visao.sapo.pt/worldtopinvestor/wtisobremercados/stock-split-e-reverse-stock-split=f516667

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Conceito de Imparidade Bancária - O que são imparidades?

O que é a Imparidade Bancária?

A Imparidade Bancária é um termo muito utilizado nos últimos tempos pelos orgãos de comunicação social, a propósito de grandes dívidas de clientes, empresas ou grupos económicos, a instituições de crédito, como são por exemplo as dívidas incobráveis contraídas junto do Novo Banco e também da Caixa Geral de Depósitos! A imparidade bancária da Caixa Geral de Depósitos situa-se presentemente nos 2,3 Mil Milhões de Euros e existem alguns grandes devedores bem conhecidos, como são os 9 maiores devedores que totalizam  912,1 Milhões de Euros e que são respetivamente:
- Grupo Artlant 476,4 Milhões;
- Grupo Efacec 303,2 Milhões;
- Vale de Lobo 282,9 Milhões;
- Auto Estradas Douro Litoral 271,3 Milhões;
- Grupo Espírito Santo 237,1 Milhões;
- Grupo Lena 225 Milhões;
- Grupo António Mosquito 178 Milhões;
- Reyal Urbis 166,6 Milhões;
- Finpro SCR 123,9 Milhões.

Imparidades Bancárias são créditos bancários incobráveis, ou seja, são empréstimos bancários que um banco em determinada altura concedeu, mas que já não vai conseguir cobrar! Quem contraiu a dívida entra em incumprimento perante a Lei porque não paga a dívida e o banco fica com a perda!

Fonte:

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Desigualdade no acesso à saúde provocada certamente pela austeridade excessiva e cortes orçamentais (sobretudo entre 2011 e 2015)

THE BESTS partilha uma realidade que infelizmente não é novidade para nós e que resulta certamente da austeridade excessiva levada a cabo sobretudo entre 2011 e 2015, período em que esteve no governo o PSD/CDS e que coincidiu com a permanência da Troika (FMI, BCE e CE) em Portugal, por ocasião da implementação do plano de ajustamento!

Em 14 de Junho de 2016 através de publicação em jornaldenegocios.pt/economia/saude/detalhe/portugal, foi tornada pública a seguinte informação: 
"- As desigualdades em saúde em Portugal são elevadas e os anos de "profunda recessão económica e de cortes orçamentais" tiveram consequências que ainda não são conhecidas, indica o Relatório de Primavera deste ano."

Fontes: 

Publicações THE BESTS relacionadas:


terça-feira, 31 de maio de 2016

Mais de 700 mortos em 3 naufrágios ao largo da costa da Líbia terão alguma ligação direta ou indireta com a morte de Muamar Kadafi em 2011?

Tragédia de migrantes no mar Mediterrâneo

Como é do conhecimento público, nos passados dias 25, 26 e 27 de Maio de 2016 ocorreram três naufrágios de migrantes ao largo da costa Líbia que terão provocado uma catástrofe humanitária superior a 700 migrantes mortos no Mar Mediterrâneo, quando simplesmente tentavam alcançar a segurança da Europa e fugir à grave instabilidade, conflitos e violência existentes no País de origem!


Segundo notícias que têm vindo a público, a causa do êxodo de migrantes será naturalmente a procura de fugir aos confrontos, instabilidade e confrontos que presentemente existem em alguns Países Africanos e Asiáticos.

Curiosamente, em Março de 2011, Kadafi em entrevista a um jornal Francês dizia: "Vocês terão emigração, milhares de pessoas que irão invadir a Europa a partir da Líbia. E não haverá ninguém para detê-las".

O recente naufrágio e morte por afogamento de 700 cidadãos ao largo da costa Líbia, terá alguma ligação direta ou indireta com a morte de Muamar Kadafi em 20 de Outubro de 2011?
https://pt.wikipedia.org/wiki/Morte_de_Muammar_al-Gaddafi

Já agora, quais foram as causas da morte de Kadafi em 20 de Outubro de 2011?
Em publicação datada de 25 de Agoste de 2011 em jn.pt/mundo, é avançada uma explicação possível que mais tarde poderá terá tido influência na morte do antigo líder Líbio, será? 

Será que a conjuntura que atualmente se vive na Líbia após a queda de Kadafi em 2011, terá tido alguma influência na instabilidade e violência a que naçõesunidas.org faz alusão?

Os factos e as notícias trágicas diretamente relacionadas ou não, com a instabilidade e violência nos países de origem dos povos migrantes, infelizmente têm sido uma constante ultimamente!

Fontes:

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Governo PS confirma cortes em Colégios Privados com Contratos de Associação - Vantagens e Desvantagens dos Colégios Privados com Contratos de Associação

Financiamento do Ensino Privado em Portugal - Vantagens e Desvantagens das Escolas ou Colégios Privados com Contratos de Associação

Como é do conhecimento público e tal como é noticiado em jornaldenegocios.pt, o Governo PS de António Costa confirma cortes nas escolas/colégios privados com contrato de associação, o que é uma medida bem vinda, já que reduz a duplicação de custos suportados pelo Estado Português em algumas regiões onde apesar da oferta da rede pública de ensino ser suficiente para satisfazer as necessidades locais, existe ainda uma desnecessária oferta de estabelecimentos de ensino particular e cooperativo com contrato de associação.

Relativamente a esta matéria, antes de um conjunto de perguntas e respostas partilhamos um vídeo com a opinião de políticos da nossa praça e de professores e agentes da educação que enumeram alguns problemas graves e desgoverno associado aos colégios privados com contratos de associação e cujo tema é: "COLÉGIOS PRIVADOS - A história do saque ao Estado": 
https://www.youtube.com/watch?v=AOJ7UhgdXj8

1 - O que são escolas ou colégios privados com contrato de associação?
R: Uma escola com contrato de associação é um escola privada cujo funcionamento é assegurado por dinheiros públicos, ou seja, assegurada por dinheiros provenientes dos impostos pagos por todos os contribuintes portugueses.

2 - Em que ano e porque motivo foram criadas as escolas ou colégios privados com contrato de associação?
R: Em 1980 pelo Decreto Lei nº 553/80 de 21 de Novembro, o Governo celebrou contratos de associação com estabelecimentos do ensino particular e cooperativo, para garantir o direito gratuito à educação às crianças e jovens que não dispusessem de oferta pública na sua área de residência. A medida parecia inevitável, pois o parque escolar público no início da década de 80, era insuficiente para cobrir todas as necessidades. (fonte: http://www.esquerda.net/sites/default/files/spgl_custos_final.pdf)

3 - Existe alguma limitação à celebração de contratos de associação com estabelecimentos do ensino particular e cooperativo?
R: Segundo spgl.pt, os contratos de associação destinam-se apenas a suprir as necessidades dos locais onde não exista Escola Pública, não servindo para acolher alunos que provenham de locais onde esta existe, nem servem para satisfazer caprichos das famílias que não gostam que os seus filhos frequentem a escola pública.

4 - Qual o peso das escolas ou colégios privados com contrato de associação no universo de todas as escolas privadas do País?
R: Segundo tsf.pt/sociedade/educacao, as escolas ou colégios com contrato de associação representam 3% da rede de ensino privado, ou seja, de um total de 2628 estabelecimentos de ensino na rede privada no continente (números de 2013/2014, incluindo pré-escolar, básico e secundário), 81 desses estabelecimentos de ensino privado (escolas/colégios) têm contrato de associação. Desses 81 estabelecimentos com contrato de associação, 79 recebem 53% do investimento e os restantes 47% vão para os restantes cerca de 2600 colégios com contrato de associação.
Deste modo cai por terra uma das frases mais ouvidas nos últimos dias entre os defensores e representantes dos colégios com contrato de associação, de que renegociar as condições dos contratos seria "um ataque ao ensino privado".

5 - Qual o maior apoio do Estado Português em 2015/2016 a um colégio privado com contrato de associação e qual o montante previsto no Orçamento do Estado para a recuperação das escolas públicas em 2016/2017? 

R: Um dos colégios privados com contrato de associação recebeu 5 957 000 (5, 957 milhões) euros em 2015/2016, o que é quase tanto como todo o orçamento do Estado para a recuperação das escolas públicas em 2016/2017 que é de 7 000 000 (7 milhões) de euros.

6 - Qual o montante gasto pelo Estado numa turma do ensino público e qual o montante gasto numa turma de um estabelecimento de ensino privado com contrato de associação?

R: Presentemente uma turma de um estabelecimento de ensino privado com contrato de associação custa 80 500 euros ao  Estado Português, enquanto que uma turma do ensino público tem um custo ao Estado Português de cerca de 54 000 euros, ou seja, na escola pública o Estado Português tem uma poupança de cerca de 30 000  euros.

7 - Ao nível dos diferentes Concelhos do País, qual a relação existente entre o número de turmas que as escolas públicas podem receber, além do distribuído em rede, e o número de turmas concedidas aos colégios privados com contratos de associação?
R:
                                                                                                                                (27-04-2016)
CONCELHO (1)
N.º DE TURMAS QUE ESCOLAS PÚBLICAS PODEM RECEBER, ALÉM DO DISTRIBUÍDO EM REDE (2)
N.º DE TURMAS CONCEDIDAS AOS COLÉGIOS
OBSERV.

5.º ANO
7.º ANO
10.º ANO
5.º ANO
7.º ANO
10.º ANO

Águeda
4
4
----
4
4
----

Alcobaça
----
6
4
----
8
5

Anadia
4
4
2
4
4
2

Ansião
1
1
----
1
1
----

Batalha
1
1
----
3
3
----

Braga
22
5
4
18
18
8

Caldas da Rainha
6
5
2
8
7
3

Cantanhede
5
5
3
4
4
2

Coimbra
31
30
19
21
22
5

Covilhã
----
1
1
----
1
1

Figueira (Norte)
2
2
----
2
2
----

Fundão
3
3
2
1
1
1

Guarda
4
4
----
2
2
----

Leiria
4
8
1
17
16
2

Macedo de    Cavaleiros
3
3
3
1
1
----

Mirandela
----
2
2
----
2
2

Nazaré
----
3
----
----
1
4
Oliveira do Bairro
5
4
3
5
4
3

Peso da Régua
3
4
3
3
3
0

Pombal
2
2
1
10
11
3

Porto de Mós
5
6
7
5
5
3

Proença-a-Nova
2
2
2
1
1
1

Resende
----
10
----
4
Sabugal
----
2
----
2
2
----

Seia
13
12
6
2
2
----

Sertã
2
2
2
2
2
1

Soure
5
5
2
2
2
2

Sta Maria da Feira
10
10
0
10
9
9

Viana do Castelo
11
10
11
0
3
2

Vila N. de Cerveira
3
3
2
2
2
1

Vila Real
6
6
4
2
2
2

Viseu
22
7
7
----


(1) Em alguns concelhos ainda não foi possível concluir o levantamento de dados
(2) Informações recolhidas junto das direções das escolas/agrupamentos. Por vezes, foi indicada, simplesmente, a capacidade de receber as turmas a concurso pelos privados e não a capacidade total disponível das escolas/agrupamentos que é, na verdade, ainda superior.
Conclusão: Por tudo o que foi referido, a redução do número de estabelecimentos do ensino particular e cooperativo com contrato de associação nos locais em que a rede pública assegura as necessidades, representa uma importante redução de custos para o Estado Português no sector da educação. Para além disso, muitos dos professores efetivos do ensino público que presentemente têm o chamado horário zero que representa no fundo a ausência de componente letiva, encontram-se muitas vezes nessa situação por força da existência de escolas/colégios com contrato de associação em zonas onde a rede de ensino público satisfaz perfeitamente as necessidades locais! 
A libertação de turmas que estão entregues indevidamente a colégios privados com contrato de associação e respetiva atribuição a professores do ensino público com horário zero, representa mais uma importante redução de custos para o ministério da educação!

Se o anterior governo PSD/CDS-PP foi um acérrimo defensor de uma austeridade cega, pura e dura que matou milhares de empresas portuguesas e que lançou milhares de portugueses no desemprego e na emigração, separando e desestabilizando a harmonia familiar, por outro lado, não seguiu o mesmo critério ao nível da política de educação, uma vez que em 5 de setembro de 2013 aprovou um "novo estatuto do ensino particular e cooperativo" que na altura reforçou ainda mais o apoio ao colégios privados com contrato de associação.

Quanto a possíveis vantagens e desvantagens dos estabelecimentos de ensino privado ou cooperativo com contrato de associação, por tudo aquilo que já foi referido anteriormente, apenas encontramos desvantagens!

É normal a existência de ensino público e de ensino privado em Portugal, mas que não seja o Estado Português a financiar os estabelecimentos de ensino particular e cooperativo, mas sim os pais e encarregados de educação dos alunos que os frequentam!

Publicação THE BESTS relacionada (publicada em 9 de Setembro de 2013 quando se encontrava em funções o governo PSD/CDS): Novo Estatuto do Ensino Privado e Cooperativo promove o aumento do financiamento a Colégios Privados e fomenta a competição com o Ensino Público - Vantagens e Desvantagens

Outras Fontes: https://www.youtube.com/watch?v=AOJ7UhgdXj8